Mein Kampf é o livro que revela a mente e as intenções de Adolf Hitler, o líder do partido nazista e o responsável pelo maior genocídio e pela maior guerra da história. O livro foi escrito em dois volumes, publicados em 1925 e 1926, respectivamente. O primeiro volume foi escrito na prisão, após o fracasso de uma tentativa de golpe de Estado em 1923, e o segundo volume foi escrito após a soltura de Hitler, em 1924.
Na primavera de 1912 fui definitivamente para Munique. Aquela cidade parecia-me tão familiar como se eu tivesse morado há longo tempo dentro de seus muros. Isso provinha do fato de que os meus estudos a cada passo se reportavam a essa metrópole da arte alemã. Quem não conhece Munique não viu a Alemanha, quem não viu Munique não conhece a arte alemã [...] Por isso, a única esperança de realizar a Alemanha uma política territorial sadia está na aquisição de novas terras na própria Europa. As colônias são inúteis para esse fim, por parecerem impróprias para o estabelecimento de europeus em grande número. Entretanto, no século dezenove, já não era mais possível adquirir, por métodos pacíficos, tais territórios para efeitos de colonização. Uma política de colonização dessa espécie só poderia ser realizada por meio de uma luta áspera, que seria mais razoável se aplicada na obtenção de território no continente, próximo da pátria, de preferência a quaisquer regiões fora da Europa. (p.92]
O livro também explica o programa político do nazismo, que Hitler criou como uma alternativa ao comunismo e à democracia. Hitler descreve os princípios, os objetivos, e os métodos do movimento nacional-socialista, que ele comandava desde 1921. Hitler defende o uso da propaganda, da violência, e da manipulação das massas para alcançar o poder e para exercê-lo de forma ditatorial e totalitária. Hitler também ataca os partidos políticos, as instituições, e as personalidades que ele considera corruptas, fracas, ou traidoras da Alemanha, e que ele planeja eliminar ou submeter. Hitler também manifesta sua ambição de tornar a Alemanha uma potência mundial, capaz de dominar a Europa e de desafiar os Estados Unidos.
O estilo de Mein Kampf é confuso, repetitivo, errante, ilógico, e cheio de erros gramaticais, refletindo a falta de educação formal e de revisão do autor. O livro é considerado um dos mais infames e perigosos da história, por conter as ideias e os planos que Hitler tentou realizar quando chegou ao poder, causando a morte de milhões de pessoas e a destruição de grande parte da Europa durante a Segunda Guerra Mundial. O livro é proibido em alguns países, e sua leitura deve ser feita com espírito crítico e com consciência dos valores democráticos e humanitários que devem nortear a nossa sociedade.
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