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10 Razões Para Ler "Forte como a Morte", de Otto Leopoldo Winck

1. Narrativa Complexa e Envolvente: "Forte como a Morte" é um romance que tece de forma magistral três histórias distintas, criando uma trama fascinante que prende a atenção do leitor. 2. Riqueza de Referências : A obra está repleta de referências teológicas, filosóficas e literárias, oferecendo uma experiência intelectualmente estimulante para o leitor. 3. Abordagem da Teologia da Libertação : O romance explora com profundidade os temas da teologia da libertação, trazendo à tona questões de justiça social e opção preferencial pelos pobres. 4. Diálogo com a Mística Cristã: Winck mergulha nas noções de sofrimento, sacrifício e transcendência presentes na tradição mística cristã, conferindo à narrativa uma dimensão espiritual. 5. Questionamento da Fé e da Razão: A obra convida o leitor a refletir sobre a relação entre fé, razão e mistério, explorando as limitações da linguagem e do conhecimento racional. 6. Influências Filosóficas : O romance dialoga com o pensamento de filó...

10 Razões para Ler "Senhor Cão", de Flávio Ilha

1. Narrativa Intrincada  O romance "Senhor Cão" de Flávio Ilha apresenta uma narrativa complexa e não linear, que desafia o leitor a acompanhar o fluxo de consciência dos personagens. Essa estrutura fragmentada cativa a atenção e convida o leitor a mergulhar na trama. 2. Personagens Memoráveis A obra é povoada por personagens ricos e multidimensionais, cada um com sua própria história e perspectiva. Desde o protagonista Pedro Flávio Póvoa até as figuras secundárias, como Dona Leda e Eulália, todos ganham vida de forma marcante. 3. Linguagem Poética e Evocativa A prosa de Flávio Ilha é marcada por uma riqueza de recursos literários, com uma linguagem metafórica e lírica. Essa abordagem estilística cria um ambiente sombrio e introspectivo, que reflete o estado emocional dos personagens. 4. Exploração da Condição Humana "Senhor Cão" se debruça sobre temas universais da existência, como a solidão, a busca pela identidade e os conflitos familiares. A obra convida o leito...

10 Razões para Ler "Ossada Perpétua", de Anna Kuzminska

1. Exploração Profunda do Luto e da Perda "Ossada Perpétua" mergulha de forma visceral no processo de luto, explorando a maneira como a ausência de um ente querido afeta cada membro da família. A narrativa cativa o leitor ao apresentar uma perspectiva íntima e comovente sobre a dor da perda e a busca por significado após a morte. 2. Estrutura Narrativa Inovadora O livro apresenta uma estrutura não linear e fragmentada, intercalando trechos de prosa poética com fragmentos de diários de quarentena. Essa abordagem não convencional desafia o leitor a construir sua própria compreensão da história, tornando a experiência de leitura ainda mais envolvente. 3. Linguagem Bela e Evocativa A escrita de Anna Kuzminska é marcada por uma beleza poética e uma riqueza de imagens metafóricas. A prosa lírica e introspectiva transporta o leitor para o universo emocional dos personagens, criando uma experiência sensorial e profunda. 4. Reflexões sobre Isolamento  O isolamento dos personagens e a ...

Resenha: Forte como a Morte de Otto Leopoldo Winck

A obra "Forte como a Morte" de Otto Leopoldo Winck é uma narrativa complexa e multifacetada que entrelaça três histórias distintas em uma trama. O romance se destaca pela riqueza de suas referências teológicas, filosóficas e literárias, tecendo uma intrincada rede de significados que convida o leitor a uma jornada de reflexão e interpretação. O livro é estruturado de forma não linear, com as três narrativas principais - a de Rosália menina, a de Rosália mãe e a do reencontro do narrador com a personagem Betina - intercaladas em doze partes. Essa estrutura fragmentada, à primeira vista, pode parecer desafiadora, mas revela-se uma escolha narrativa deliberada, que evoca a imagem de uma rosácea, com seus padrões complexos e significados multifacetados. A narrativa principal acompanha a jovem Rosália Klossosky, uma adolescente que apresenta estigmas semelhantes aos de Cristo, em uma pequena comunidade rural no sul do Brasil. Essa história é permeada por referências à teologia da ...

Resenha: Senhor Cão, de Flávio Ilha

A obra "Senhor Cão" do autor Flávio Ilha é uma narrativa complexa e multifacetada que explora temas profundos da condição humana, como a solidão, a busca pela identidade, os conflitos familiares e as consequências das escolhas individuais. Publicado em 2024 pela editora Aboio, o romance se destaca pela sua estrutura fragmentada, pela riqueza de personagens e pela abordagem poética da linguagem. O romance "Senhor Cão" é composto por nove capítulos, cada um deles com um título que evoca uma temática central da obra. A narrativa é construída de forma não linear, com saltos temporais e espaciais que desafiam o leitor a acompanhar o fluxo de consciência dos personagens. Essa estrutura fragmentada reflete a própria condição existencial dos protagonistas, que se encontram em constante busca por respostas e sentido para suas vidas. Ao longo da obra, o leitor é apresentado a uma diversidade de personagens, cada um com sua própria história e perspectiva. Destaca-se a figura d...

Resenha: Ossada perpétua, de Anna Kuzminska

"Ossada Perpétua" de Anna Kuzminska é uma obra literária que transcende os limites do gênero, mesclando elementos de ficção, poesia e diários de quarentena. O livro apresenta uma narrativa intricada, explorando temas profundos como luto, isolamento e a relação entre os vivos e os mortos. Através de uma prosa poética e fragmentada, a autora conduz o leitor em uma jornada emocional que desafia as noções convencionais de realidade e existência. A narrativa de "Ossada Perpétua" é apresentada em uma estrutura não linear, com diferentes camadas que se entrelaçam. O ponto de partida é o sonho da mãe da narradora, que acredita que o pai falecido está sofrendo e precisa ser resgatado de seu local de descanso. Essa premissa desencadeia uma série de eventos que envolvem a família, à medida que eles se reúnem para lidar com a situação inusitada. Ao longo da obra, o leitor é apresentado a uma série de memórias e reflexões da narradora, que explora sua relação com a mãe e a forma...

Resenha: Dentes de leite, Antonio Pokrywiecki

APRESENTAÇÃO Em sua estreia na contística, Antonio Pokrywiecki percorre — com propósito e, quando quer, com maldade — a ambiguidade dos signos do medo e do trauma. A imprevisibilidade que assombra pode ser tão assustadora quanto os próprios monstros. E os monstros também não fogem. Mas podem ser provisórios. RESENHA Em "Dentes de leite", de Antônio Pokrywiecki somos apresentados a um conjunto de narrativas interligadas que se desenrolam em igual intensidade. Iniciando em 'o balneário', tendo como pano de fundo uma praia local que serve não apenas como cenário, mas como um símbolo profundo de introspecção e transformação nas relações interpessoais. A obra, rica em nuances emocionais, mergulha nas complexidades das conexões humanas, abordando temas como amor, solidão e a inevitável passagem do tempo. A narrativa inicia-se com um grupo de amigos, liderados por X, que se reúnem anualmente em uma praia que, embora marcada pela especulação imobiliária, carrega lembranças de...

[RESENHA #987] Pesadelo tropical, de Marcos Vinícius Almeida

Em 1803, quatro mercenários são contratados pela Coroa Portuguesa para ir ao Mato Grosso em busca de uma aliança com os Guaicurus. Guiados por um gigante albino chamado Cigano, eles devem se unir aos indígenas cavaleiros para atacar a vila de párias construída pelo justiceiro Januário Garcia Leal, o Sete Orelhas, na Serra da Mantiqueira. O relato dessa peregrinação sangrenta é feito por um dos quatro mercenários, um escriba. No entanto, ela é apenas o começo de uma misteriosa trama que extrapola as páginas do próprio livro. De um lado, uma perseguição sangrenta e sem misericórdia. De outro, a história de um homem escrevendo uma ficção baseada na caçada a Januário. Faroeste barroco, Pesadelo Tropical não tem medo de explorar os limites do gênero. O primeiro romance de Marcos Vinícius Almeida incorpora elementos da fotografia, do ensaio, pastiche, citação e montagem numa forma híbrida e experimental. RESENHA O romance "Pesadelo Tropical", escrito por Marcos Vinícius Almeida, é ...

[RESENHA #986] Sem os dentes da frente, André Balbo

SINOPSE O desaparecimento dos objetos do apartamento de uma mulher, uma chuva misteriosa sobre um cemitério à beira da privatização, uma descoberta tardia em um orfanato de meninas, a luta pela sobrevivência de uma nova espécie, uma partida de dominó em Araraquara, o segredo de um casal de búfalos, os dias de um dragão na praça de uma pequena cidade, o testemunho de um anão de jardim, as relações entre divórcio, dentes e autoritarismo. Esse apanhado serve como um desenho do caminho trilhado pelo novo livro de contos de André Balbo . Como escreve Cristhiano Aguiar na orelha, Sem os dentes da frente segue uma tradição insólita latino-americana, ficando, no campo das referências, entre um Julio Cortázar e uma Mariana Enriquez. RESENHA "Sem os dentes da frente" é um livro de contos escrito pelo autor paulista André Balbo. Esta obra é, sem dúvida, uma experiência literária diferente. Balbo é o tipo de autor que evoca acontecimentos simples de forma fantástica em um enredo extrema...

[RESENHA #985] Forte como a morte, de Otto Leopoldo Winck

Foto: Colagem digital  Uma criança alçada a santa, um padre em crise com a própria fé e uma investigação sobre a doutrina de kenosis. Um tríptico narrado a várias vozes, o novo romance de Otto Leopoldo Winck pincela uma história a partir da manhã na qual Rosália Klossosky acorda com misteriosas manchas vermelhas em ambas as mãos. Costurando passado e presente com ecos do futuro, o autor cria uma trama que continua atual apesar de ter sido escrita há quase duas décadas. A luta por terra e moradia, os conflitos religiosos e os dramas particulares dos personagens ainda têm a mesma relevância que tinham no começo do milênio. O Brasil de ontem não é tão diferente do Brasil de hoje, afinal. RESENHA Na zona rural do Paraná, vivia uma família simples de origem polonesa. A filha única, que havia acabado de entrar na puberdade, acorda subitamente com os estigmas da Paixão de Cristo. Rosália, assim chamada, é levada ao centro de uma acalorada polêmica: algumas pessoas acreditam que ela é uma ...

[RESENHA #979] Mogens, de Jens Peter Jacobsen

No final do século XIX, a Dinamarca viveu um período de intensa efervescência intelectual e literária, sendo que essa época foi marcada por influências significativas. Enquanto George Brandes proferia discursos sobre as principais correntes da literatura do século XIX, Henrik Ibsen questionava de maneira profunda e incisiva a teoria evolucionária e o darwinismo que encontravam eco na Inglaterra, do outro lado do Mar do Norte. Nesse cenário de conflitos e controvérsias entre o velho e o novo, teorias eram defendidas e atacadas com extrema violência. Entretanto, nesse contexto, Jens Peter Jacobsen se destacou como um artista singular, preocupado unicamente em ser um criador de beleza e um buscador da verdade. As suas obras, repletas de cores vívidas e que jamais desbotam, mostram a paixão de Jacobsen pela forma e estilo, estampando-os suavemente, mas com força e intimidade, assemelhando-se ao toque singular de um violino ao interpretar a leitura da vida. Além disso, Jacobsen é muito mais...

[RESENHA #977] Ossada Perpétua, de Anna Kuzminska

Livro de estreia de Anna Kuzminska, fotógrafa e autora fluminense, Ossada Perpétua tateia um tipo peculiar de luto. A ausência dita comportamentos, o passado está eivado nas entranhas do vivos, mas a existência segue um compasso de normalidade. As personagens de Anna parecem sempre querer fugir da realidade (ou do sonho) por meio do falatório vazio, do silêncio transfigurado em nota musical, da recusa do conforto fraternal, e, às vezes, da arte. O jogo que se trava entre os desejos e as crenças das personagens é confrontado pelo insólito de desenterrar um pai sem túmulo, ou pela aprendizagem dos limites e transgressões durante a infância. Anna circula Deus e o amor, as memórias germinando desejos, o cotidiano da morte, o avesso da morte, a negação da morte, a recusa da morte. RESENHA O livro “Ossada Perpétua” da autora Anna Kuzminská é uma obra que representa uma escrita profunda, reflexiva e estimulante. Com uma narrativa fragmentada e poética, a autora constrói uma trama repleta de s...

[RESENHA #976] Jiboia, de Cecília Garcia

Animalescos, os 16 contos de Cecília Garcia nessa coletânea misturam o fantástico, o cotidiano, passagens bíblicas e panteões de outras fés. Com doses de terror, as histórias de Jiboia nos mantêm alertas, saboreando cada linha com curiosidade e receio. Jiboia são os bichos internos e externos que Cecília Garcia alimentou ao longo dos anos reunidos em um único livro-selva.Abrir estas páginas é se perder no coração pulsante de um labirinto de obsessões, paixões frustradas, loucuras e medos de toda sorte. Para Ana Rüsche , que assina a orelha desta edição, “os dezesseis contos de Cecília Garcia encaixam-se perfeitamente” ao abordar “personagens curiosos, como biólogas em selvas urbanas, cujas artes não se distinguem de magos, curandeiras e bruxas, e paisagens incomuns na literatura, como madeireiras ou um bunker de um pecuarista”. RESENHA Jibóia é, como descrito, um livro de contos animalescos. A obra de Cecília Garcia é um mistério como sua capa, seu enredo é meticulosamente escrito pa...

[RESENHA #975] Deus criou primeiro um tatu, de Yvonne Miller

Alemã de nascença, brasileira de alma, Yvonne Miller reúne nesta obra 50 crônicas e microcrônicas ambientadas em Aldeia dos Camarás, na Mata Atlântica pernambucana. Com o olhar atento, carinhoso e não ingênuo à vida no Nordeste, Yvonne Miller pincela a realidade cotidiana com a graça e a delicadeza de uma cronista madura. Tudo para Yvonne Miller é matéria fértil para uma crônica: o dia a dia no Bosque Águas de Aldeia, uma cobra enroladinha na árvore, as descobertas de Chico, “o cachorro mais boa-praça do condomínio”, a caranguejeira em cima da cama etc. Com bom humor, ela nos ensina a perceber a poesia possível do nosso entorno. Leve e divertido sempre que pode, Deus criou primeiro um tatu também é crítico e político quando precisa. RESENHA Deus criou primeiro um tatu é um livro de crônicas da autora Yvonne Miller, publicado pela editora Aboio. A obra é um ensaio intrincado de dúvidas e processos políticos acerca da mudança. Miller narra, com muito bom humor, os aspectos que ignoramos ...

[RESENHA #966] Ilustrações, de Jailton Moreira

RESENHA Ilustrações é o primeiro livro de poemas de Jailton Moreira, um artista plástico, professor e curador que conheceu todo o tipo de arte em suas andanças. O livro é fruto de uma relação em que o escrito se submete ao visual, e não o contrário. São 29 poemas que respondem poeticamente e criticamente às experiências vividas pelo autor frente a determinados artistas e suas obras, como Piet Mondrian, Diego Velázquez e Richard Serra. O livro é uma obra que desafia o leitor a se tornar observador e a ir conhecer por conta própria os trabalhos que inspiraram o autor a escrever. Cada poema é uma tentativa de ordenar as impressões, os sentimentos e as reflexões que as imagens provocam no autor, usando uma linguagem simples, direta e criativa. O autor não se limita a descrever ou elogiar as obras, mas também as questiona, as contraria e as reinventa. Ilustrações é um livro que mostra a versatilidade e o talento de Jailton Moreira, que transita entre diferentes formas de expressão artística...

[RESENHA #964] Ti amo – Hanne Ørstavik

Um câncer terminal levará seu marido dentro de um ano. Ele ignora a morte. E ela se volta à escrita na tentativa de preservar a própria força vital. Para a escritora Natalia Timerman, que assina a orelha do livro, Hanne Ørstavik escreve “na imbricação entre vida e literatura”. Um dos maiores nomes da literatura norueguesa contemporânea, Hanne Ørstavik estreia no Brasil com o encantador e contundente Ti Amo. A prosa comovente que a consagrou como uma autora aclamada em diversos países foi traduzida por Camilo Gomide, direta do norueguês. RESENHA Ti amo é um livro que mistura ficção e realidade, baseado na experiência da autora norueguesa Hanne Ørstavik, que perdeu o seu marido italiano para o câncer. O livro é um relato emocionante e íntimo de um amor que enfrenta a morte, a dor e o silêncio. O livro é escrito e ambientado nos primeiros meses de 2020, e seus temas de perda e sofrimento são especialmente adequados para um tempo de luto internacional. O livro narra a história de uma narra...