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O Pacto Molotov-Ribbentrop: Um Acordo de Neutralidade Entre Nazistas e Soviéticos

O Pacto Molotov-Ribbentrop, foi um acordo de neutralidade assinado em Moscou em 23 de agosto de 1939 por Joachim von Ribbentrop e Viatcheslav Molotov - ministros das Relações Exteriores do regime nazista alemão e da URSS, respectivamente. Este tratado foi seguido pelo Acordo Comercial Germano-Soviético em fevereiro de 1940. O acordo estabeleceu esferas de influência entre as duas potências, que foram confirmadas pelo protocolo suplementar do Tratado de Fronteira Germano-Soviético que foi alterado após a invasão conjunta da Polónia. O pacto permaneceu em vigor por dois anos até o ataque da Alemanha às posições soviéticas na Polônia Oriental durante a Operação Barbarossa em 22 de junho de 1941. As cláusulas do pacto entre nazistas e soviéticos incluíam uma garantia por escrito de não agressão, nenhum governo se aliaria com ou ajudar um inimigo do outro lado. Além desta disposição, havia um protocolo secreto que dividia a Polónia, a Lituânia, a Letónia, a Estónia, a Finlândia e a Roménia ...

Pacto Tripartite: Aliança e Consequências na Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, em 27 de setembro de 1940, o Pacto Tripartite (ou Eixo), foi contratado pelos representantes da Alemanha Nazista, Itália Fascista e Império do Japão em Berlim. Esse acordo formalizou uma aliança estratégica que substituiu o Pacto Anticomintern de 1936. Hitler pretendia intimidar os Estados Unidos com esse pacto para mantê-los como país neutro durante uma guerra; no entanto, acabou legitimando sua entrada no conflito europeu quando declararam guerra ao Japão após o ataque surpresa japonês a Pearl Harbor. O Pacto também recebeu a adesão da Roménia em 23 de Novembro de 1940.  A Bulgária aderiu em 1 de Março de 1941, pouco antes de ser invadida pelas forças nazis. O Reino da Hungria foi o quarto estado a concordar com o pacto e o primeiro a aderir depois de 27 de setembro de 1940. Em 25 de março, em Viena, Dragiša Cvetković, o primeiro-ministro da Iugoslávia, assinou o Pacto Tripartite. O Estado Independente da Croácia (Nezavisna Država Hrvatska ou NDH...

O fim da Cortina de Ferro: A queda do muro de Berlim e o início da reunificação alemã

Em 9 de novembro de 1989, a queda do muro de Berlim foi um evento crucial na história mundial. Ele marcou o fim da Cortina de Ferro e o início do declínio do comunismo na Europa Oriental e Central. Pouco depois, ocorreu a queda da fronteira interna da Alemanha. Três semanas após este acontecimento significativo para mudar os rumores políticos mundiais ocorridos na Cúpula de Malta onde se declarou oficialmente o fim da Guerra Fria. Finalmente em outubro no ano seguinte ocorreria uma reunificação completa com ajuda financeira dos países ocidentais mais ricos que acabaram por ajudar-la nesse processo histórico importante pela sua integração econômica, social, política ao eixo central do mundo comunidade internacional globalizada contemporânea atual nos dias atuais cada vez mais conectada tecnologicamente globalizados. No dia 1º de novembro, Krenz permitiu a abertura da fronteira com a Tchecoslováquia que anteriormente havia sido fechada para evitar que os cidadãos orientais da Alemanha se...

Pacto de Varsóvia: Aliança militar dos soviéticos

O Pacto de Varsóvia, foi uma aliança militar assinada em Varsóvia, Polônia, entre a União Soviética e sete outras repúblicas socialistas da Europa Central e Oriental durante a Guerra Fria. em maio de 1955. O pacto serviu de complemento à COMECON - a organização económica regional dos Estados Socialistas na Europa - tendo como objetivo principal a coordenação da defesa entre os estados membros. Este acordo foi formulado devido à preocupação com a integração da Alemanha Ocidental na OTAN após conferências realizadas em Londres e Paris ao longo de 1954. O Pacto de Varsóvia foi estabelecido como um equilíbrio de poder ou contrapeso à OTAN, dominada pela União Soviética. Não houve confrontos militares diretos entre estas organizações; em vez disso, o conflito ocorreu numa base ideológica e através de guerras por procuração. Tanto a NATO como o Pacto de Varsóvia levaram à expansão e integração das respectivas forças militares dentro de cada bloco. O maior envolvimento militar ocorreu em Agos...

Guerras médicas: Contexto e desdobramentos

As Guerras Médicas, também conhecidas como Guerras Greco-Persas, foram conflitos entre os antigos gregos e o Império Aquemênida no século V a.C., entre 499 e 449 a.C. Essas batalhas começaram na Jônia, uma região da Ásia Menor colonizada pelos gregos, mas que caiu sob o controle persa com a expansão liderada por Ciro, o Grande, em 547 a.C. Para manter as cidades jônicas sob controle, os persas instalaram tiranos locais, instigando insatisfações e conflitos. Em 499 a.C., Aristágoras, tirano de Mileto, tentou conquistar a ilha de Naxos com apoio persa, mas fracassou. Temendo a perda de poder, ele incitou uma rebelião das colônias gregas da Ásia Menor contra os persas, liderando uma revolta que se estendeu até 493 a.C. Esse levante atraiu apoio de Atenas e Erétria, ampliando o conflito. Para reprimir a revolta, o rei persa Dario, o Grande, ordenou uma expedição punitiva contra a Grécia continental, o que deu início às Guerras Médicas. Em 492 a.C., Mardônio, general persa, conquistou a Trá...

Guerra de Tróia: Causas e desdobramentos

  A Guerra de Troia, segundo a mitologia grega, foi um grande conflito entre os aqueus das cidades-estado da Grécia e Troia, possivelmente ocorrendo entre 1300 a.C. e 1200 a.C., no fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo. De acordo com a lenda, o conflito começou devido a uma disputa entre as deusas Hera, Atena e Afrodite. Isso aconteceu após Éris, a deusa da discórdia, oferecer a elas um pomo de ouro, conhecido como "Pomo da Discórdia", destinado "à mais bela". Zeus enviou as deusas a Páris, que declarou Afrodite a mais bela. Em troca, Afrodite fez Helena, a mulher mais bonita e esposa do rei grego Menelau, se apaixonar por Páris, que a levou para Troia. Agamenão, rei de Micenas e irmão de Menelau, reuniu os aqueus e liderou uma expedição contra Troia, cercando a cidade por dez anos em retaliação ao insulto de Páris. Após a morte de muitos heróis, incluindo Aquiles e Ájax pelos gregos, e Heitor e Páris pelos troianos, a cidade foi conquistada através do artifício do...

Guerra do Peloponeso: Causas e desdobramentos

A Guerra do Peloponeso foi um conflito armado que aconteceu entre 431 e 404 a.C., envolvendo Atenas, reconhecida como um centro político e cultural do mundo ocidental no século V a.C., e Esparta, uma cidade-Estado com tradições militaristas e costumes austeros. A história desse confronto foi meticulosamente documentada por historiadores como Tucídides e Xenofonte em suas obras. Segundo Tucídides, a guerra teve como causa principal o aumento do poder de Atenas, o que provocava medo entre os espartanos. A cidade de Corinto teve um papel decisivo, pressionando Esparta a declarar guerra contra Atenas. Causas O rancor entre Atenas e Esparta remonta, pelo menos, ao período das Guerras Médicas, quando diferentes eventos geraram atritos entre as duas cidades-estados. Um exemplo disso foi o desejo de Esparta e Corinto de construir um muro no Cabo Coríntio, o que teria deixado Atenas vulnerável aos persas que já haviam invadido a cidade. Apesar desses choques, a relação entre as duas póleis era ...

Guerra de Corinto: Causas e desdobramentos

      A Guerra de Corinto, ocorrida entre 395 e 387 a.C. na Grécia Antiga, foi um conflito que opôs Esparta a uma coalizão de quatro estados aliados: Tebas, Atenas, Corinto e Argos, com o apoio inicial da Pérsia. O conflito teve início devido a disputas locais no noroeste da Grécia, envolvendo diretamente Tebas e Esparta. Entretanto, a verdadeira causa da guerra era a insatisfação gerada pela dominação unilateral de Esparta nos nove anos que sucederam o fim da Guerra do Peloponeso. A guerra aconteceu em duas frentes principais: em terra, nas proximidades de Corinto e Tebas, e no mar, no Egeu. Em terra, os espartanos conseguiram vitórias significativas, mas não conseguiram consolidar suas conquistas, resultando em um impasse. No mar, a frota espartana foi derrotada pela marinha persa, pondo fim às ambições navais de Esparta. Consequentemente, Atenas aproveitou e lançou várias campanhas navais nos anos seguintes, reconquistando diversas ilhas que haviam integrado o antigo I...

Primeira Guerra Macedônica: Causas e desdobramentos

A Primeira Guerra Macedônica, travada entre 214 a.C. e 205 a.C., foi o primeiro conflito das guerras romano-macedônicas. Ela teve origem na aproximação entre Filipe V da Macedônia e Aníbal, o general cartaginês que enfrentava Roma na Segunda Guerra Púnica. Filipe tomou a iniciativa, construindo uma frota para tentar controlar a Ilíria, com o objetivo de estabelecer uma base de operações para uma futura invasão da Itália. Para impedir que as forças macedônias e cartaginesas se unissem em solo italiano, a República Romana formou uma aliança com a Liga Etólia e o Reino de Pérgamo, mantendo Filipe ocupado em defender seu próprio território contra os vizinhos. Após a vitória romana sobre Cartago e a perda do apoio da Liga Etólia, o Senado Romano decidiu negociar um tratado de paz na cidade de Fenice em 205 a.C. Conhecido como a "Paz de Fenice", o tratado encerrou o conflito entre romanos e macedônios, concedendo a Filipe a hegemonia sobre a Ilíria, exceto por algumas cidades coste...

Segunda Guerra Macedônica: Causas e desdobramentos

A Segunda Guerra Macedônica (200-197 a.C.) foi um conflito que opôs a Macedônia, sob comando do rei Filipe V, contra uma aliança liderada pela República Romana. Esta coalizão incluía também o Reino de Pérgamo, a Peraia Rodense, a cidade de Atenas e a Liga Etólia. A derrota de Filipe resultou na perda de todas as suas possessões no sul da Grécia, na Trácia e na Ásia Menor. Embora Roma afirmasse apoiar a "liberdade dos gregos" contra a dominação macedônia, essa guerra marcou o começo de uma significativa intervenção romana na política do Mediterrâneo oriental, que posteriormente levou à conquista total da região. Causas Em 204 a.C., faleceu o monarca egípcio Ptolemeu IV Filopátor, deixando o trono para seu jovem filho, Ptolemeu V, que contava apenas seis anos. Aproveitando-se da vulnerabilidade do Egito, Filipe V da Macedônia e Antíoco do Império Selêucida firmaram uma aliança secreta para dividir entre si áreas do território egípcio. Filipe voltou sua atenção inicialmente às c...

Terceira Guerra Macedônica: Contexto e desdobramentos

A Terceira Guerra Macedônica, ocorrida entre 171 e 168 a.C., foi um confronto militar significativo envolvendo a República Romana, liderada por Lúcio Emílio Paulo, e o Reino da Macedônia, sob o comando do rei Perseu. O desfecho desse conflito resultou na fragmentação da Macedônia em quatro pequenas repúblicas, que passaram a ser dependentes dos romanos. Causas Após a morte de Filipe V da Macedônia em 179 a.C., seu filho talentoso e ambicioso, Perseu, subiu ao trono. Perseu se casou com Laódice, filha do rei Seleuco IV Filopátor do Império Selêucida, e começou a fortalecer e expandir seu exército. Com a intenção de recuperar a antiga glória da Macedônia, Perseu firmou alianças com o Reino do Epiro e várias tribos da Ilíria e Trácia, rivalizando especialmente com as tribos trácias que eram aliadas de Roma. Além disso, Perseu restabeleceu contato com várias cidades-estado gregas, prometendo implementar reformas que visavam restaurar a prosperidade e a força da Grécia. A guerra O rei Eumen...

Guerra Social (91–88 a.C.): Contexto e desdobramentos

A Guerra Social, ocorrida entre 91 e 88 a.C., foi um confronto militar entre a República Romana e suas cidades aliadas na península Itálica, conhecidas como "sócios". Esse conflito também é denominado Guerra dos Aliados, Guerra Italiana ou Guerra Mársica. Após intensas batalhas, Roma e seus antigos aliados chegaram a um acordo com a aprovação da Lex Iulia de Civitate Latinis Danda, que conferiu a cidadania romana para a maioria dessas cidades. Causas A vitória de Roma nas Guerras Samnitas estabeleceu sua hegemonia sobre todas as cidades da península Itálica, configurada por um complexo sistema de alianças entre os povos itálicos e romanos. Essas alianças variavam em benefícios, dependendo do posicionamento de cada cidade durante o conflito, se como aliada ou adversária. Embora teoricamente autônomas, na prática, Roma tinha o direito de exigir tributos em dinheiro e um contingente de soldados: no século II a.C., os aliados contribuíam de metade a dois terços do exército romano...

Segunda Guerra Civil da República Romana

A Segunda Guerra Civil da República Romana, conhecida também como Guerra Civil Cesariana, foi um conflito militar que ocorreu entre 49 a.C. e 45 a.C. Este embate envolveu Júlio César e a facção tradicionalista e conservadora do Senado, liderada militarmente por Pompeu Magno. A guerra resultou na derrota da facção tradicionalista, consolidando o poder absoluto de César como ditador romano. O crescimento da popularidade de César entre a plebe e sua ascensão após vitórias na Gália preocuparam seus adversários políticos, especialmente Catão, o Jovem, que tentaram minar sua influência. Eles procuraram remover César do cargo de governador da Gália para posteriormente levá-lo a julgamento, desencadeando uma crise política que trouxe violência às ruas de Roma. Em 50 a.C., o Senado aprovou uma moção para que César deixasse o cargo de governador. Marco Antônio, utilizando o poder de tribuno da plebe, vetou a proposta, o que levou a uma violenta perseguição a César e seus aliados, patrocinada pel...